Andando em uma esquina, te esbarro, nossos olhares se cruzam e, por um instante, se reconhecem, mas a euforia da metrópole faz com que se percam. Diante da correria que a rotina atribulada nos impõe não conseguimos nos ater a nada que seja parecido com o que já conhecemos.
Isso me faz lembrar uma dinâmica que participei uma vez que consistia em um grupo de pessoas vendadas espalhadas aleatoriamente numa sala. Num primeiro momento, cada um deveria encontrar um par e permanecer com ele de mãos dadas. Sendo assim, sem se verem, os participantes deveriam "criar uma memória corporal" daquele que tocava. Num segundo momento,as mãos seriam soltas e todos voltariam a andar aleatoriamente pela sala. Pois bem, o objetivo da dinâmica era, ainda vendados reencontrarem seus pares.
Assim como nas euforias cotidianas que vivemos, encontramo-nos "vendados" pelo "agora não", "estou com pressa", "tenho outras prioridades" e na dinâmica a busca pelo seu par expõe os participantes a sentimentos de rejeição, abandono, desencontros em meio a várias outras pessoas... Desculpe-me, mas não "tive tempo" para conhecer o outro melhor. Sugiro uma solução: enquanto estivermos vendados vamos permanecer de mãos dadas.
"Dois rios" foi composta por Lô Borges, Nando Reis e Samuel Rosa. Este último, vocalista da banca Skank, formada em 1991. A música faz parte do álbum Radiola de 2004.
Dois rios
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe, se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar, pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
Tudo que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar, pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
Para ver e ouvir clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PL53fH-x0rw
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe, se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar, pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
Tudo que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar, pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
Para ver e ouvir clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PL53fH-x0rw


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